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New work, boys, female empowerment, tragedies and my new dog


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Sem sustos: Está tudo certo!

Olá meus caros leitores,

Sinto muito por ter ficado tanto tempo fora. Minha vida? Ela está bem corrida e nada tão destoante do passado. Aconteceram muitas coisas nesses últimos meses que não me fizeram mudar, mas que provocaram grandes reflexões em minha vida.

São tantos assuntos, tantos acontecimentos, que achei melhor dividir por tópicos tudo que aconteceu. Por isso, vamos lá:

  • New work: Em Janeiro comecei no novo emprego. De início já fui colocada diante de grandes desafios, tais como: arquitetura de sistemas complexos, novas práticas de programação, metodologia nova de desenvolvimento ágil e uma palestra diante de toda a empresa. A experiência foi ótima e está sendo muito enriquecedora, pois percebo que dia-a-dia estou aprendendo algo novo que está acrescentando muito não só em minha carreira profissional mas também em meu autoestima. Pois hoje, sinto que mereço estar ganhando um salário, afinal ralei muito o mês inteiro.
  • Boys: No ano novo passei a virada acompanhada de um rapaz que era vizinho de uma parente minha. Ficamos durante duas semanas e a forma com que nos conhecemos foi um tanto quanto bizarra. Minha parente havia comentado que o vizinho dela estava triste por ter perdido a mãe. Pedi para mostrar a foto dele e disse que havia o achado bonito. Falei brincando sem interesse de conhecê-lo, afinal, não é meu perfil ir atrás de um garoto sem ter uma rede social envolvida (Tinder). Ela acabou abrindo a boca para o rapaz e ele me chamou no WhatsApp, tudo indicava que ele era um cara legal. Mas no fundo no fundo mais uma vez eu me enganei. Ele é igual a maioria dos caras, que só pensa em sexo e depois que almeja seu objetivo muda da água para o vinho. A última frase dita por mim me dirigindo a ele foi: “O cocô da minha cachorra vale mais que você!” Fiquem à vontade para me julgar, mas falei o que meu coração desejou no momento.
  • Female empowerment – Realmente sinto que estou no emprego certo. No dia da mulher, fui convidada para falar da minha trajetória profissional e dos desafios que enfrentei por ser minoria em minha área. O momento foi extraordinário e tive a sensação de que posso me engajar mais na causa, incentivando as meninas a atuarem na área de TI.
  • Tragedies – Particularmente estou bem assustada com 2019. A quantidade de tragédias que tem ocorrido, não só longe do meu cotidiano, mas também muito perto. Esse foi um dos motivos no qual me ausentei do blog. Em janeiro, meu tio sofreu um acidente de moto e ficou dez dias em coma. Ficamos desesperados e pensamos que íamos perdê-lo. Mas através de nossas orações e ótimo atendimento dos hospitais, ele está se recuperando. Em apenas três meses o Brasil tem sido palco de tragédias com muitas mortes e isso me provoca um questionamento sobre o que isso tudo tem a nos ensinar. Como devemos melhorar como pessoas para que possamos ter a certeza de estamos no caminho certo? Infelizmente só nos questionamos a respeito quando sofremos um duro golpe ou quando afeta quem mais amamos. Fica a reflexão a todos nós.
  • My new dog – O nome dela é Lulu. Nada criativo, principalmente por se tratar da raça Lulu da Pomerânia. Resolvi ter um cachorro em Janeiro. Cheguei a conclusão que namoros, tentativas fracassadas de ter algo com alguém só estava me levando ao tédio. Queria mais emoção, queria correr na rua acompanhada de um ser feliz e auto astral, queria ter meus chinelos escondidos pela casa, toalhas sequestradas e mordidinhas nas mãos. E foi exatamente isso que a Lulu me trouxe: alegria e amor que só os cachorros podem dar. Estou bem feliz com ela e se depender de mim, nos próximos dez anos me recusarei a conhecer novos caras, pois me encontro “dedicada à maternidade”.

Ps. 1: Esqueci de contar que em Janeiro ocorreu minha formatura e foi INESQUECÍVEL.

Ps. 2: Pretendo retornar minha assiduidade nos textos e falar sobre os livros que li durante esses meses: “O Fardo” – Agatha Christie, “A Guerra que Salvou Minha Vida” – Kimberly Brubaker Bradley e “Marley e Eu” – John Grogan.

Por enquanto é isso! Kisses!

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When a cycle closes


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No fim de cada ciclo que se fecha você deve sentir-se uma vencedora

Olá meus caros leitores!

Espero escrever um texto onde eu seja capaz de medir minhas palavras. Mesmo tomando calmante e tentando lidar com as situações adversas de forma tranquila, existe um desejo interior de mandar todo mundo ir para o inferno. Bom, vamos tentar …

Ontem foi meu último dia de trabalho na antiga empresa. Vocês devem ter estranhado o fato de eu não ter escrito nenhum texto intitulado “I’m dead inside” reclamando do meu emprego e da minha infelicidade, porém resolvi me abster de tudo isso e tomar uma atitude drástica antes de escrever qualquer coisa.

Acho importante ressaltar a todos o motivo no qual eu saí do meu emprego. Motivos? Existem vários, o primeiro deles é o fato de eu ter ficado dois meses desalocada – sem projeto nenhum, sem nenhuma demanda -, simplesmente me tornei uma pessoal invisível. Segundo, a equipe na qual eu fazia parte era extremamente fechada – uma panelinha – que não era capaz de acolher os mais novos e de incluir qualquer pessoa que chegasse. Por sinal, o estagiário era chamado de “maconheiro de merda”, o que fazia ele se sentir péssimo. E o terceiro e último motivo era que não seria possível uma promoção em um ano de empresa, pois não havia justificativa para tal, afinal fiquei dois meses sem trabalho.

Vocês não me conhecem, mas sou uma pessoa movida a trabalho. Gosto de trabalhar, de ter o gestor olhando o meu trabalho sendo para elogiar ou criticar, mas é necessário que alguém olhe para mim. Eu estava em um cenário onde não havia quem soubesse o que estava fazendo e mesmo pedindo, não havia retorno algum.

Quando pedi minha demissão, tudo isso foi esclarecido à gestora. Ela não fez esforço algum para que eu ficasse e de fato não estava esperando por isso. Mas o que mais me chateou em relação a toda esta situação foi a reação dos colegas que trabalhavam ao meu lado. Eles disseram frases do tipo: “ela vai quebrar a cara e vai voltar” e “ela vai se arrepender”, indicando que na opinião deles eu não seria capaz de me desenvolver profissionalmente em outra empresa. Sinceramente, não sei se isso foi um posicionamento machista ou se eles falariam isso para um homem também, mas percebi que em nenhum momento eles se colocaram em meu lugar para saber o que me motivou a tomar esta decisão.

Ontem, não tive motivação alguma de me despedir de alguém. A empresa agiu de forma tão fria e insensível que não havia clima algum para desejar “tudo de bom para vocês que ficarão”. Por mais que todos nós saibamos que o ambiente corporativo é algo frio e calculista, nas empresas anteriores que passei nunca fui tratada desta maneira.

Porém meus queridos leitores, penso que tudo isso é aprendizado. Nenhuma adversidade faz com que a gente saia mais fraco e sim, mais forte. Por isso estou muito positiva para este desafio na nova empresa. Acredito que será um lugar de crescimento onde eu poderei dar um grande passo contra toda essa opressão que eu vivi tempos atrás. É hora de dar saltos maiores!

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Então é Natal, o que você fez?


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Papai Noel? Já?

Escrever de madrugada? Pois então, passam tantas coisas na sua cabeça. Pode ser um texto de fim de ano que inspire ou que leve alguém ao suicídio. Intenções à parte, nenhuma dessas quero carregar no caixão.

O ano acabou e normalmente paro para escrever quando tenho os resultados da minha aprovação semestral. Dessa vez eu não fiz isso, inclusive não fiz muita coisa. Nem montei minha árvore de Natal.

Mas de fato passei, me formei, terminei a graduação! EITAAA! E sim, estou feliz demais por isso. Porém, estou odiando meu emprego e 70% das pessoas que estão lá, ou seja, parece que a felicidade nunca está completa.

Talvez eu exija que tudo seja perfeito. Eu quero um emprego legal, estar graduada, com uma casa e um marido bonito e bondoso. É muita coisa, eu sei, e ainda por cima o cara tem que gostar de gatos (daí é exigir demais).

Aconteceram coisas bem bacanas também, como por exemplo, minha gata de 11 anos ter um filhote. Ele faleceu três dias depois e tive um surto. Chorei, gritei e fiquei abraçada no cadáver durante uns 30 minutos (eu não poderia acabar o ano sem dar minhas crises). Mas de fato, foi muito triste ver um sonho, um gato no qual tinha planos, morrer sem motivo aparente. Ele parecia bem fraco, até porque minha gata sem noção e IDOSA resolveu parir uma criança estando sem condições alguma.

E sobre minha vida amorosa, bom, esta encontra-se num estado comumente conhecido como “modo avião”, onde você caga literalmente para qualquer cara que exista, ou seja, nenhum é bom o suficiente e nos aplicativos de relacionamento só existem tarados-babacas e carentes-babacas.

Semana passada meu pai veio com um papo de “sonhei com aquele traste”, ou seja, meu ex-namorado. Naquele momento percebi que a mágoa do meu pai é maior que a minha, afinal aquela criança fez um favor em terminar comigo. Depois daquele término, eu vivi tanta coisa, conheci um lado tão legal de mim que não gostaria de ter sido sufocado por mais um tempo estando na presença dele. Só quero terminar o ano jogando isso tudo para o passado e pensando que existem muitas coisas a serem vividas, seja com boys ou sem boys.

Estou muito feliz em conseguir parar para ler “Admirável Mundo Novo”, as trinta primeiras páginas que li ontem me animaram bastante. Estou ficando muito intrigada com a forma com que o ser humano é tratado nessa obra (coisificação das pessoas), mas enfim, acredito que tenha algo muito maior por trás que só lendo é que descobrirei (o resultado conto em postagens posteriores).

Para encerrar, quero desejar a todos boas festas, se divirtam, vivam essas datas da forma com que faça você feliz e que seu coração não leve nenhum arrependimento. Sem atitudes impensadas e claro, faça coisas que só te acrescentem como pessoa. Esses ritos de passagem tem como objetivo fazer com que possamos refletir o que pode ser melhorado e o que pode fazer diferente no ano seguinte.

Agradeço a vocês que migraram comigo do Blogspot para o WordPress e espero que em 2019 venham mais pessoas embarcarem nessa vida nada conturbada, mas que sempre tem uma história para contar.

 

 

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Gente que incrementa e gente que decrementa


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Affs

Duas pessoas que ficam dois anos sem falar com você e surgem do nada te cobrando atenção, essas pessoas, ESSAS PESSOAS EM ESPECÍFICO não merecem o mínimo de consideração e respeito.

Nesses dois últimos anos eu passei por muita coisa, alegrias, tristezas, crescimento, mudança de pensamento e vocês não estavam lá. Vocês simplesmente ignoraram minha existência porque sim, haviam coisas e pessoas mais importantes que eu para vocês naquele momento.

Não estou bancando a vítima nem a coitada, simplesmente vocês são o tipo de pessoa não acrescentam em nada em minha vida. Não, vocês não cabem nela. Não venham querer cobrar e me apontar defeitos, sabe por quê? Porque eu simplesmente esqueci, não pedi nada, nem os cobrei, eu apenas respeitei a decisão de vocês.

Por isso, respeitem a minha decisão e sim, eu já apaguei o número de vocês há muito tempo.

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Esta fórmula não funciona


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R && (A || P || M || G) == false

Entendedores entenderão.

Na maioria das situações adversas que ocorrem em nossas vidas, encontramos meios que nos levam ao crescimento e nos tornam pessoas melhores. Por mais que o caminho até chegar a conclusão de que isso o enriqueceu como pessoa seja doloroso e em algumas ocasiões longo, SEMPRE haverá formas de encarar isso como uma lição de vida.

Nesta semana não foi diferente. Por isso resolvi de fato esquecer de tudo isso (ENTERRAR). Mas “específicamente o quê? “, você deve estar se perguntando.

Resolvi parar de vez com essa tentativa desenfreada de entrar em uma relação amorosa. Os motivos nos quais tomei esta decisão foram diversos, nos quais eu poderia citar detalhadamente. Mas como é muito tarde e senti uma enorme vontade de postar esse texto, vou tentar ser o mais sucinta possível. Lá vai os motivos:

  • Os caras de aplicativos só pensam em sexo – me apresente um que seja diferente que lhe pago um almoço. Mas a maioria dos rapazes sai com você e tenta antecipar ao máximo esse momento. Depois que acontece, ele sente-se na liberdade de procurar outras pessoas. Não que isso tenha ocorrido comigo, mas pelas conversas você percebe a real intenção da pessoa.
  • Caras desempregados – eu entendo que o país está em uma situação difícil e que isso atrapalha muito na procura por emprego. Mas é extremamente complicado manter uma relação com alguém que não vive a mesma realidade que a sua, ou seja, correr o dia todo no trabalho e à noite ter que ir para a faculdade. A falta de tempo de um em contrapartida com a desocupação do outro leva para discussões básicas e fatais para uma relação, como: “você não tem tempo para mim”, “só eu que te procuro”, “estou me doando e você não”.
  • Caras com filho e “#inTreta” com a ex – vivem falando mal da mãe dos seus filhos, dizem que elas são vadias, mal-caráter e todos os outros xingamentos possíveis. Ficam mandando fotos do bebê e lhe questionando se gostaria de ser mãe um dia, deixando bem claro que o que ele procura é alguém para ser mãe do filho dele. Quando uma pessoa como eu não está nessa vibe de ter filho tudo isso se torna muito maçante.
  • Fumantes que se acham por serem mais velhos – Simplesmente porque a pessoa tem 7 anos a mais que você se acha um grande sábio-filósofo-entendedor-das-mazelas-do-mundo e você é uma pequena larva saindo do casulo. Ou seja, já temos aí um principio de relacionamento abusivo onde você nunca terá razão por ser considerada “imatura”. E o mais importante, odeio o cheiro de cigarro impregnado na sua roupa, babaca!
  • Caras que não respeitam seus gostos musicais – Desconsideram o fato de você ter um gosto diferenciado para música (não quero dizer que o meu seja melhor), só penso que quando você está com alguém não custa nada acompanhar a pessoa em um show ou concerto, mesmo não gostando. Essa troca deve ser recíproca.
  • Não gostar de gatos – A pessoa acha que está agradando quando fala que encurralou o gato da vizinha para que seus cachorros estraçalhacem. Isso só prova o quão monstruoso você é o quão indigno será de ter minha presença em sua vida.
  • Não entender seu estilo de vida nerd – Quando eu digo: “vou estudar o final de semana inteiro” não é uma escolha minha. As circunstâncias de um TCC assombroso e uma cadeira optativa fizeram meu destino fosse esse. Se você acha que animo com isso? É óbvio que não. Mas confesso que não vou em festas frequentemente e que no momento não me faz falta alguma. Eu não vou forçar uma personalidade a qual não tenho para tentar agradar alguém. Goste de mim assim, senão, Dudu Camargo me espera no futuro (ele tem personalidade velha como eu).
  • Não querer uma relação séria – Vocês devem estar pensando que sou uma menina que no primeiro encontro já espera sair com um casamento de baixo do braço. É óbvio que você precisa conhecer a pessoa com calma para tomar uma decisão mais séria como namorar e bem depois, BEM DEPOIS mesmo, se casar. Mas esse troca-troca de conhecer uma pessoa, não dar certo, tentar de novo e de novo, eu não aguento mais. Uma das razões é que você percebe que são pessoas que não estão dispostas a ter algo sério, pois não é do perfil delas querer lidar com esse tipo de relação no momento e o segundo motivo é que simplesmente cansei de começar do zero, de ter que encontrar o rapaz, fazer aquelas perguntas triviais como: “qual teu hobbie?”, “o que gosta de fazer?”, “sou desenvolvedora Java”, “eu crio sistemas”, ter que se apresentar, dizer o que gosta e o que não gosta, como se fosse um enigma simples que com poucas palavras pode ser decifrado . É cansativo e a cada encontro que passa você percebe que a pessoa em nada lhe acrescentou, restando apenas o desejo de que aquele momento acabe para que você tenha a oportunidade de refletir o quão podre é o seu dedo no aspecto “escolher rapazes”.

Talvez você pense que sou uma pessoa muito exigente e metida. Mas humildemente só queria conhecer alguém legal, que eu realmente me apaixonasse e que eu me aquietasse. Sem precisar se apresentar, conhecer, stalkear Facebook e afins. Só queria parar. Mas como é difícil achar pessoas que sejam legais e ao mesmo tempo te despertem o interesse de ter algo sério com elas no futuro.

Trazendo um contraponto ao parágrafo anterior, penso que esse momento de quebrar a cara, se decepcionar, te torna uma pessoa mais forte. Inclusive faz com que sua ascensão intelectual ocorra de forma mais rápida. Percebo o quão esforçada estou quando não falo com nenhum rapaz em processo de “paquera”. A solidão te eleva tanto em caráter como em conhecimento e isso será seu diferencial para que no futuro encontre pessoas melhores. Não acredito em príncipe encantando e em dicas de livros sobre fim de relacionamento … (mas isso será assunto dos próximos capítulos).

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Não é “mimimi”, temos que falar sobre isso


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Talvez alguns leitores pensem que as minhas palavras são dadas em razão de eu ser uma pessoa de esquerda (mas não sou) e que eu sou “boba” ao dramatizar por coisas irrelevantes, mas na minha opinião isso é importante sim e deve ser tratado com todo respeito e relevância.

O episódio ocorrido na semana passada entre Sílvio Santos e Cláudia Leitte é um retrato do que acontece todos os dias com muitas mulheres. Inclusive, resolvi tomar coragem e falar do que passei há uns meses quando fui em uma consulta médica.

Fui até lá pedir mais receitas para o meu antidepressivo. Nisso, ele começou a indagar a razão pela qual eu tomava remédios. Tive que explicar com toda a calma todos os motivos que me levaram a tomar e com isso, veio à tona o assunto do término do namoro, tratando sobre como me senti insegura com minha aparência e minha autoestima. Do nada, ele começa a dizer que “acha um desperdício uma menina tão bonita quanto eu se depreciar dessa forma”, “ao me olhar sentia vontade de ir para a cama comigo”, “seria maravilhoso transar comigo” e “é uma pena mesmo eu me sentir assim”. Foram essas palavras ditas por ele.

Ele começou a olhar para mim de uma forma intimidadora que me causou medo. Comecei a ficar muito nervosa, mostrei meu incômodo com os comentários e consegui cortar o assunto para pedir logo a receita. Fui embora tremendo e chorando, pois nunca havia passado por uma situação desse tipo. A impressão que tive é que se ficasse mais um tempo lá ele partiria para as vias de fato.

Quem nunca passou por um episódio como esses não sabe como é desagradável e traumático pode ser. Você se sente um objeto, uma pessoa qualquer, como se não tivesse nenhum valor. Como se fosse um pedaço de carne ali exposto, como se não tivesse forças para lutar contra um mundo machista. Por isso, quando vi a cena de Sílvio falando aquelas palavras para a cantora, veio em minha mente tudo que passei naquele dia e pude entender o que ela sentiu no momento.

Eu era uma pessoa que parte da minha vida assisti ao Programa Sílvio Santos aos domingo e desde de o ano passado parei de assistir em razão dos comentários que ele faz tanto para as convidadas como para as meninas do auditório que são desrespeitosas, não são engraçadas e constrangem. Se você parar para assistir o programa dele durante trinta minutos você irá se anojar com a forma tarada com que ele fala das mulheres. Realmente se fica com nojo.

Esse episódio não é algo de hoje, isso acontece há muito tempo. Porém ela foi a primeira a comentar o quão incomodada se sentiu. Acredito que nós, mulheres, temos que nos abrir a isso sem medo, falar do que está errado e o que não gostamos, pois está mais que na hora de isso parar. Deixo essa reflexão não só para mulheres, mas também para homens, pois sei que muitos tem noção de que isso é errado e que são capazes de conscientizar os demais.

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A vida como ela é


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Percebo que não vale a pena culpar pessoas ou a Deus pelos percalços que ocorrem no meio do trajeto chamado vida.

Não é justo passar a maior parte do tempo me lastimando sobre coisas ou pessoas que foram embora da minha vida, pois provavelmente elas não deveriam fazer parte do meu futuro.

O importante é focar em coisas que realmente são importantes. E isso não é uma frase clichê ou algo do gênero, realmente isso precisa ecoar dentro da minha alma, fazendo com que eu respire e acredite nela.