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When a cycle closes


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No fim de cada ciclo que se fecha você deve sentir-se uma vencedora

Olá meus caros leitores!

Espero escrever um texto onde eu seja capaz de medir minhas palavras. Mesmo tomando calmante e tentando lidar com as situações adversas de forma tranquila, existe um desejo interior de mandar todo mundo ir para o inferno. Bom, vamos tentar …

Ontem foi meu último dia de trabalho na antiga empresa. Vocês devem ter estranhado o fato de eu não ter escrito nenhum texto intitulado “I’m dead inside” reclamando do meu emprego e da minha infelicidade, porém resolvi me abster de tudo isso e tomar uma atitude drástica antes de escrever qualquer coisa.

Acho importante ressaltar a todos o motivo no qual eu saí do meu emprego. Motivos? Existem vários, o primeiro deles é o fato de eu ter ficado dois meses desalocada – sem projeto nenhum, sem nenhuma demanda -, simplesmente me tornei uma pessoal invisível. Segundo, a equipe na qual eu fazia parte era extremamente fechada – uma panelinha – que não era capaz de acolher os mais novos e de incluir qualquer pessoa que chegasse. Por sinal, o estagiário era chamado de “maconheiro de merda”, o que fazia ele se sentir péssimo. E o terceiro e último motivo era que não seria possível uma promoção em um ano de empresa, pois não havia justificativa para tal, afinal fiquei dois meses sem trabalho.

Vocês não me conhecem, mas sou uma pessoa movida a trabalho. Gosto de trabalhar, de ter o gestor olhando o meu trabalho sendo para elogiar ou criticar, mas é necessário que alguém olhe para mim. Eu estava em um cenário onde não havia quem soubesse o que estava fazendo e mesmo pedindo, não havia retorno algum.

Quando pedi minha demissão, tudo isso foi esclarecido à gestora. Ela não fez esforço algum para que eu ficasse e de fato não estava esperando por isso. Mas o que mais me chateou em relação a toda esta situação foi a reação dos colegas que trabalhavam ao meu lado. Eles disseram frases do tipo: “ela vai quebrar a cara e vai voltar” e “ela vai se arrepender”, indicando que na opinião deles eu não seria capaz de me desenvolver profissionalmente em outra empresa. Sinceramente, não sei se isso foi um posicionamento machista ou se eles falariam isso para um homem também, mas percebi que em nenhum momento eles se colocaram em meu lugar para saber o que me motivou a tomar esta decisão.

Ontem, não tive motivação alguma de me despedir de alguém. A empresa agiu de forma tão fria e insensível que não havia clima algum para desejar “tudo de bom para vocês que ficarão”. Por mais que todos nós saibamos que o ambiente corporativo é algo frio e calculista, nas empresas anteriores que passei nunca fui tratada desta maneira.

Porém meus queridos leitores, penso que tudo isso é aprendizado. Nenhuma adversidade faz com que a gente saia mais fraco e sim, mais forte. Por isso estou muito positiva para este desafio na nova empresa. Acredito que será um lugar de crescimento onde eu poderei dar um grande passo contra toda essa opressão que eu vivi tempos atrás. É hora de dar saltos maiores!